Direitos (Rights)
Consequências lógicas da capacidade de agir e da Regra de Ouro passiva. Dado um agente capaz de agir, e a regra contra fazer aos outros o que não gostariam que lhes fizessem, certos limites decorrem apenas do raciocínio: limites que os outros não podem ultrapassar sem consentimento, sobre o corpo, a propriedade e os acordos de um agente. Um direito é um desses limites, nomeado. Qualquer agente capaz de raciocinar consegue deduzi-los; não são concedidos por detentores do poder nem por votações. Vinculam todos da mesma maneira: reivindica um direito e ficas a dever o direito idêntico a todos os agentes como tu, de modo que quem quer que ultrapasse o limite de outrem perde a proteção do seu próprio. Os direitos dizem apenas o que os outros não te podem fazer, nunca o que te devem entregar — um «direito» que precise de alguém forçado a fornecê-lo quebraria ele próprio a Regra de Ouro, pelo que é poder disfarçado de direito, e não um direito. Só importam onde uma transgressão é possível.